quarta-feira, 1 de junho de 2016

Tenho vergonha de falar que sou coach

Dar um passo em direção ao crescimento é um grande passo. Propor a si mesmo ser melhor a cada dia significa assumir uma postura de vida cheia de desafios, mas com um futuro promissor com frutos chamados prosperidade.

Decidir ser um Coach é optar por ver o mundo de uma forma diferente. Olhá-lo por perspectivas de fé e de desenvolvimento ascendente. Ser um Coach é uma filosofia de transformação. Decidir que, a partir de hoje, fé, esperança, planejamento, ação, postura positiva, participação e responsabilidade são os ingredientes obrigatórios na sua trajetória.

Mais do que uma nova profissão. Mais do que as possibilidades de crescer profissionalmente. Mais do que todos os benefícios que o Coaching trará a você, acredite: a partir deste momento você pode se tornar alguém ainda mais especial para o mundo. Mestre de si mesmo!

E sabe porque eu tenho vergonha de falar que sou coach? Porque se tornou uma profissão de desesperados e iludidos, ou até mesmo ilusionistas.

Dentro de meu escritório, que comemora 25 anos de vida, recebo coaches a beira da morte emocional. O motivo? Simples. Cansaram de suas profissões anteriores ou até mesmo, contrataram um coach e ficaram tão felizes com o resultado imediato que resolveram se formar em uma das inúmeras empresas de formação de Coaching e saíram de lá novos “COACHES”, com a promessa que seriam ricos, amados, bem sucedidos e totalmente resolvidos, como aquele coach, que outrora fora contratado em algum momento da sua antiga vida...

A técnica de Coaching, com suas variáveis, é maravilhosa, e ao longo dos anos, desde que surgiu, foi crescendo e se aprimorando. Entretanto, ela nunca surgiu como promessa de riqueza as custas de outras vidas e outros sonhos e nem muito menos como promessa de completude para quem pratica, principalmente, se esta pessoa não estiver madura como ser humano, para saber se suas necessidades mais básicas e mais complexas estão sendo acolhidas e que demandam o apoio de outros profissionais, incluindo psicólogos ou psiquiatras ou outros profissionais necessários.

Tenho vergonha de dizer que sou coach, porque tenho vergonha de vender dez passos para o sucesso, a fórmula mágica para resolver sua relação com seu marido, o processo perfeito para que você se torne diretor e logo, logo, o CEO de sua empresa, a certeza de que você pagando bem, você terá aquilo que sonha.

Tenho vergonha de ser coach, quando escuto em rodas sociais, a maioria das pessoas dizendo que são coaches e até que enfim tem seus próprios negócios e se livraram da vida monótona de que tinham antes e agora são bem sucedidos e ajudam milhares de pessoas com sua especialidade.

Tenho vergonha de ser coach, quando escuto as mentiras contadas e embaladas em estratégias de marketing, posts fantásticos, delírios de sucesso , cursos mágicos, para convencer uma grande maioria de que contratando este profissional você se torna um deles.

Tenho vergonha de ser coach, quando recebo milhares de spans, whatsup, sms, inbox, e toda forma de comunicação, vendendo, com as mesmas palavras, os mesmos temas, as mesmas abordagens, a mais pura cópia da antiga PNL, deformarda, copiada, desgastada e estragada pelos desesperados pelo dinheiro imediato.

Tenho vergonha de ser coach, em saber que muitos estão passando por maus bucados e ao invés de se curarem, estão vendendo uma cura inexistente.

Só desejo a você coach, que seja mestre de si mesmo e repleto de forças para ir além do que você possa ver com olhos humanos.

Flávia Ld Lippi – CHO - Chief Health & Happiness Officer – 
IDHL – Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi
Mentora, Mediadora, Transformadora
Amiga e ouvinte de neurônios, fígado, coração e entranhas. Marca registrada: sorriso largo.
flavia.ll@idhl.com.br

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