domingo, 15 de maio de 2016

Período de seca interfere no turismo do Sertão Central; Quixadá é exceção

mosaicoSeca impõe contrastes no cenário do turismo do Sertão Central. Em Quixadá (acima), mesmo seco, o Açude Cedro, embora não tão bem explorado, ainda recebe um grande número de visitantes. Em Banabuiú (abaixo), o rio secou com a estiagem, acabando com o turismo do lugar. (Fotos: Cleumio Pinto/José Avelino Neto).

Banabuiú. O Sertão Central tem um grande potencial turístico a ser explorado, atrativos que viram cartões postais e que são responsáveis por atrair um grande número de gente que passa ou vem por aquele lugar, somente para ver de perto as belezas naturais que a cidade reserva. Mesmo passando pelo quinto ano de seca, há quem tenha encontrado meios de contornar a dificuldade dos tempos. Mas em outros casos, a estiagem impõe um contraste nessa história, sepultando o turismo e a geração econômica de alguns municípios que dependiam da existência da água para terem vivos seus potenciais turísticos.
Nesta cidade, distante 214 km de Fortaleza, o Rio Banabuiú, que era o único atrativo do local já não existe mais. O local por onde corriam as águas do açude Arrojado Lisboa, hoje, está tomado de mato, lodo e aguapés, depois que a Companhia de Gestão e Recursos Hídricos (Cogerh) deixou de liberar a água para o perímetro irrigado. Por conta da decisão, a principal atração turística da cidade, o carnaval das águas, uma tradição realizada há mais de vinte anos, vem deixando de acontecer.
As mudanças no tempo impuseram mudanças nos meios de turismo e quem pode, sobrevive com o que há. É o caso de Quixadá, distante 158 km da Capital. Somada às esculturas que o tempo se encarregou de fazer nos monólitos que cercam a zona urbana, dando às rochas contornos e formatos que se eternizaram, como o caso da Galinha Choca, a cidade também oferece aos visitantes, outros pontos igualmente poderosos no quesito turismo, como rampas de vôos livre, hotéis, resorts, santuários católicos e o Açude Credo que, mesmo tendo reserva hídrica abaixo de 3%, tem na história seu carro-chefe, com uma construção que remota ao tempo dos escravos.
Leia a matéria completa na superedição do final de semana do Diário do Nordeste >> Estiagem reduz investimentos no setor do turismo.

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