sábado, 2 de julho de 2016

HISTÓRIA DE CEARENSES Documentário sobre percurso a pé de Fortaleza a Juazeiro já tem tem data de lançamento

buy discount evening dresses onlineForam sete dias de viagem para cruzar o Ceará a pé. (Foto: Reprodução).

Roberto Bomfim percorreu 500 km a pé para produzir o documentário “O Caminho – A busca do ser cearense”

Mais de 500 quilômetros separam Fortaleza e Juazeiro do Norte, pontos extremos no Ceará. Quantas histórias podem ser reveladas nesse percurso? Foi justamente em busca do retrato do que é ser cearense, através de tantas histórias, que o jornalista e documentarista Roberto Bomfim cruzou o Estado a pé. O resultado do trabalho, o documentário “O Caminho – A busca do ser cearense“, será lançado em julho. “Esse trabalho não é só o andar por andar. Trabalho muito com a historiografia de forma que, nesse trabalho, eu fui mais a fundo, tentando buscar quem nós somos. Se eu chegasse de carro, com equipe, as pessoas iam ter outra forma de me receber, diferentemente de como andarilho”, pontua Roberto. > Jornalista anda 500 km em 7 dias para fazer filme sobre como é ser cearense O percurso foi feito durante sete dias no mês de março, pelas cidades de Fortaleza, Pacajus, Ibaretama, Quixadá, Banabuiú, Quixelô, Iguatu, Várzea Alegre, Caririaçu e Juazeiro. O produto final, além das imagens e histórias captadas, conta também com comentários de importantes escritores, contistas, poetas e historiadores do Ceará, como Juarez Leitão, Batista de Lima, Gilmar de Carvalho e Virgílio Maia. Eles discutem o que é ser cearense. O lançamento está previsto para o dia 13 de julho, mas o local ainda será divulgado. O documentário foi custeado pelo próprio jornalista, que ainda busca patrocínio para disseminar o projeto pelo Estado e desenvolver novos trabalhos. http://mais.uol.com.br/view/15902889 “É uma grande declaração de amor ao Ceará. Dizer que nós somos, sim, bairristas, porque não podemos ser bairristas para pensar o Ceará de forma imaterial. Essa busca tem como parâmetro o livro de Abelardo Fernando Montenegro, que é outro imortal da nossa academia, ‘Psicologia do Povo Cearense'”, destaca. Em busca de pessoas Nos percursos diários, geralmente entre 50km e 70km por dia, Bomfim pode conhecer de perto a rotina do homem sertanejo. “A gente vê que nós, sertanejos, em especial o cearense, ainda tem amor pela sua terra, ele ajuda as pessoas, ele tem um humor, ele brinca até com a desgraça, mas não deixa a terra”, pontua.

Ele lamenta que encontrou em muitos lugares a banalização da violência, inclusive com relatos que o amedrontavam a seguir a viagem. “Certos hábitos de outra, como sentar na calçada, agora é muito cedo, logo as pessoas entram para casa”, destaca. Bomfim já desenvolveu outros documentários que retratam a história do Ceará, como “Charqueadas”, que percorre a rota das boiadas da ribeira do Rio Jaguaribe, entre Icó e Aracati. Ele também já fez o trajeto entre Camocim e Icapuí para mostrar o legado neolandês no Estado. Para o segundo semestre de 2016, o jornalista busca apoio para novos dois projetos. Um deles será um percursos pelo Litoral Oeste de caiaque, entre Fortaleza e Jericoacoara, para registrar colônias antigas. Outro buscará cinco regiões do Estado e os vestígios da pré-história cearense.
Por Jéssica Welma em Cinema

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