quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ceará tem 25 casos confirmados de microcefalia no ano; um bebê morreu

Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também pode transmitir o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também pode transmitir o zika vírus.

O Ceará tem 25 casos de microcefalia confirmados em 2015, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Os casos estão distribuídos nos municípios de Fortaleza (12), Itapajé (1), Tejuçuoca (1), Banabuiú (1), Limoeiro do Norte (1), Morrinhos (1),  Mauriti (1), Crato (1), Barbalha (4),  Missão Velha(1) e Horizonte (1). Em um dos casos foi estabelecida como causa a contaminação pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Nesta quarta-feira (2), o Governo do Ceará pediu ajuda ao Governo Federal para o combate ao mosquito transmissor da doença.

Até 28 de novembro de 2015, foram notificados no Brasil 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 14 Estados (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio de Janeiro. Entre o total de casos, foram notificados 7 morte suspeitas, nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.
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Com base no resultado de exames realizados em um bebê nascido no Ceará, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia na Região Nordeste. Em nota, o ministério confirmou o resultado do Instituto Evandro Chagas, que anunciou ter identificado a presença do zika vírus em amostras de sangue e tecidos deste bebê. Segundo o instituto, o bebê apresentava microcefalia e outras malformações congênitas, e que acabou morrendo.

OMS - Na terça-feira (1°),  a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan Americana de Saúde (Opas) emitiram um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus. No comunicado, a OMS reconheceu, pela primeira vez em documento oficial, que existe uma relação entre o zika e os casos de microcefalia.

Além disso, as organizações pedem que os países-membros da Opas estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que reforcem o atendimento pré-natal e neurológico para um eventual aumento no número de casos. Segundo a OMS, no Nordeste brasileiro, os casos de microcefalia cresceram 20 vezes na comparação dos anos de 2014 e 2015.
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Microcefalia - A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com um crânio de um tamanho menor do que o normal – com perímetro inferior ou igual a 33 centímetros. A condição normal é de que o crânio tenha um perímetro de pelo menos 34 centímetros. Essas medidas, no entanto, valem apenas para bebês nascidos após nove meses de gestação, e não são referência para prematuros.

Na maior parte dos casos, a microcefalia é causada por infecções adquiridas pelas gestantes, especialmente no primeiro trimestre de gravidez – que é quando o cérebro do bebê está sendo formado. De acordo com os especialistas, outros possíveis causadores da microcefalia são o consumo excessivo de álcool e drogas ao longo da gestação e o desenvolvimento de síndromes genéticas, como a síndrome de Down.
Fonte: G1.globo.com/ceara

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