segunda-feira, 29 de agosto de 2016

ESPECIAL Reportagem especial abordará a seca e a falência da pesca no Interior

Com açudes secos ou perto do volume morto, Ceará enfrenta cenário de insegurança alimentar. Foto: Fabio Lima.

O POVO publica amanhã conteúdo especial sobre a falência da pesca artesanal e de cativeiro no interior do Ceará.

Os cinco anos consecutivos de seca no Semiárido brasileiro, de 2012 até aqui, praticamente zeraram os cardumes nos 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e nos 66 controlados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Em reservatórios como o Castanhão, o maior do Brasil para múltiplos usos e um dos maiores produtores de pescado do País, a produção caiu de 1.450.700 quilos, em 2012, para 202.500 quilos no ano passado. Até o fim de 2016, segundo especialistas, a previsão é mais catastrófica ainda para a pesca artesanal e a piscicultura.

Amanhã, O POVO publica o caderno especial A seca que matou os peixes. Uma grande reportagem em 12 páginas, com infográficos, galerias de imagens, um webdoc, um hotsite e uma reportagem radiofônica sobre essa outra faceta da estiagem. O repórter Demitri Túlio e o fotógrafo Fábio Lima descrevem cenários e indicam perspectivas para 2017.

Com vários açudes secos ou perto do volume morto, o sumiço dos peixes é sinônimo de insegurança alimentar no Sertão e, também, da quebra de uma cadeia produtiva no interior do Ceará e municípios de estados como Piauí, Maranhão, Alagoas e Paraíba, que compram o pescado cearense.

Migração - A morte dos cardumes, por causa da seca encarrilhada, reedita o fenômeno da migração. Agora, pescadores do Nordeste estão indo em busca de sobreviver no Norte, onde a água não costuma desaparecer com os peixes. Ou seguem para onde o rio São Francisco ainda é abundante e há possibilidade se instalar gaiolas de tilápia.

É preocupante a situação de famílias que vivem em função da pesca em “mares” de água doce do sertão cearense, hoje secos. Como o Banabuiú, com menos de 1% de sua capacidade, que é 1,6 bilhões de metros cúbicos d’água. Situação semelhante vivem os ribeirinhos e empresários do setor pesqueiro que tiram o sustento do Castanhão e Orós. Confira amanhã nas plataformas de comunicação do O POVO.

O POVO Online
Conteúdo especial estará disponível a partir de amanhã no hotsite http://especiais.opovo.com.br/amortedospeixes

O webdoc pode ser assistido no link: www.opovo.com.br/videos

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