quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ações contra bancos crescem 10% de janeiro a junho no Ceará

Em 2014, foram registrados 30 ataques. Este ano, já houve 33 casos. Média é de uma ocorrência a cada cinco dias. Polícia diz que cerca de 50 pessoas que participaram das ações já foram presas este ano.
Os ataques a bancos e instituições financeiras voltaram a crescer no Ceará. De janeiro a junho deste ano, houve aumento de 10% no total de casos, numa comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, 33 ações já foram registradas, incluindo explosões de agências, arrombamento de caixas eletrônicos e assaltos. A média é de um caso a cada cinco dias. Em 2014, foram 30 ocorrências.

Segundo balanço feito pelo O POVO com base nos dados do Sindicato dos Bancários do Ceará, fevereiro foi o mês com maior número de casos: dez no total. O mais recente se deu no último dia 10, quando três homens armados assaltaram a agência do Bradesco, em Solonópole, a 275 km de Fortaleza. Todo o dinheiro dos caixas e os pertences de uma cliente foram levados.
No dia seguinte, um pernambucano apontado como chefe da quadrilha foi preso pela Polícia Civil. Roberto Manuel da Silva, 41, que tinha mandado de prisão por tráfico de drogas em aberto, foi capturado em casa, em Maranguape. Roberto já havia sido preso pelo mesmo crime no Ceará e era investigado por ações em outros estados, como Pernambuco e São Paulo. Ele foi autuado em flagrante por roubo.

Conforme o titular da Delegacia de Roubos e Furtos, delegado Raphael Villarinho, cerca de 50 pessoas foram presas este ano por participarem de ações contra bancos. Apesar do aumento nas ações, ele considera satisfatório o trabalho de repressão contra esse tipo de crime e destacou as prisões de especialistas no uso de explosivos, como Francisco de Assis Fernandes da Silva, 39, conhecido como Barrinha.
Segundo o delegado, Barrinha é conhecido pela habilidade no uso de explosivos em ações criminosas de quadrilhas interestaduais, mas cumpre pena em presídio federal desde junho de 2014, quando foi preso pela DRF. “De lá pra cá, esse tipo de ação diminuiu muito. Este ano, apenas duas ações com explosivos foram consumadas. Eles não obtiveram lucro aqui”, afirmou. O Sindicato dos Bancários, porém, contabiliza quatro explosões.
Fonte: OpovoOnLine.
Thiago Paivathiagopaiva@opovo.com.br

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