quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Coletivo de Teatro Cotinha, de Banabuiú, comemora 16 anos com peça infantil

A arte do teatro é a principal atração da programação cultural deste Município neste final de semana. O Coletivo de Teatro Cotinha apresenta o espetáculo infantil “A verdadeira história de Cinderela”. A peça é dirigida por Simão Cavalcante, diretor do coletivo. O espetáculo será exibido na próxima sexta-feira (4), a partir das 19h, no Cras do bairro Dnocs. Devido ao grande sucesso da vendagem de ingressos, a peça será exibida em duas seções, uma logo após a outra.

A volta da peça marca os 16 anos de trajetória do grupo. O texto foi o primeiro protagonizado pelo coletivo, que se mantém atualmente com 13 atores, dois deles ainda da primeira formação, as atrizes Ciria Sousa e Geyci Targino. Simão Cavalcante revela que a equipe trabalhou com mais liberdade o texto para protagonizar uma peça diferente. “O espetáculo do passado era totalmente fiel ao texto, este não é mais tanto. É uma liberdade em relação ao texto. Além disso, vai ter três novas caras que as pessoas nunca viram atuando”, disse o diretor.
Em comemoração aos 16 anos, Cotinha reestreia sua primeira peça com promessa de surpresa ao público.
A peça - A Verdadeira Historia de Cinderela será encenada por Geyci Targino, Alexsandra Silva, Edilva Targino, e os novos atores, Alysson Bruno, Evandro Filho e Érica Moreira, recém chegados ao coletivo e estreantes na peça. Rogivan Brito fica encarregado da sonorização técnica. Natural de Banabuiú, Simão estuda teatro e é aficionado por artes. Ele revela que o texto vem para desconstruir a imagem criada pelas narrativas infantis “fantasiosas”, e diz que o público pode se impressionar com o que vai encontrar. “Optamos por fazer uma cinderela que não é a dos contos de fadas. Quem vai para o espetáculo, sabe que é a cinderela do teatro, que passou pelas mãos de um grupo que tem uma outra consciência”, pontuou Simão.
Formado por 13 integrantes, Cotinha firmou o teatro em Banabuiú
Protagonistas na cidadeO grupo resiste ao tempo e as dificuldades. Foi o Cotinha quem firmou o teatro em Banabuiú. Impor o respeito por um tipo de manifestação cultural até então nunca vista, foi difícil. Mas hoje, para o teatrólogo, a missão é conduzida com mais leveza. “Já foi muito mais difícil. Hoje a gente tem um respeito danado e não encontramos nenhuma outra plateia como a que a gente encontra aqui”, diz. Num dos espetáculos que apresentaram ao ar livre, na calçada da igreja, logo após iniciarem a peça o silêncio absoluto do público impressionou e marcou Simão. “Tinha um monte de crianças e quando a peça começou as pessoas calaram a boca que a gente teve a sensação que não tinha ninguém. Isso é bom! É o respeito com o nosso trabalho”, conta Simão.

Resistência e superação - O coletivo vem se aperfeiçoado ao longo do tempo. Já realizou treze espetáculos, sendo nove escritos por Simão Cavalcante. O diretor já participou de cursos e oficinas que ajudaram a construir e fortalecer o trabalho da equipe. Para além do amadurecimento que o tempo e as novidades trazem, o grupo está, também, mais bem equipado. Possui um ateliê próprio, com dezenas de figurinos, artigos e peças de cenário. Hoje, eles rodam todo o Estado com as peças que encenam, desbravando o Sertão com a missão e levar a arte. “No início a gente fazia pela questão do que a gente imaginava que era ser teatro. Depois eu senti a necessidade de estudar e aperfeiçoar. Hoje o teatro é a nossa religião, a gente não consegue se ver fora disso”, fala Simão.

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